Existem algumas coisas na natureza divina que são muito difíceis de entender e mais cedo ou mais tarde um cristão acaba esbarrando em alguma delas. Para mim, o que é mais difícil de entender é a questão da blasfêmia contra o Espírito Santo. Afinal como Deus, um ser tão misericordioso e que se intitula como AMOR, poderia não perdoar algum pecado? Pois é, Jesus durante um de seus discursos pouco tradicionais disse que a blasfêmia contra o Espírito não seria perdoada. Jesus disse isso após operar alguns milagres e ter seus feitos classificados como obras satânicas. É realmente irônico, não?
Mais irônico ainda é o fato que as pessoas que acusavam Jesus de ser o demônio, eram as pessoas conhecidas como as mais espirituais, ícones da religião e totalmente dignas de respeito e admiração.
Como tudo no mundo muda, com essa situação não seria diferente. Hoje os religiosos aderiram ao cristianismo e não atribuem mais a obra de cristo ao "lá de baixo", porém o pecado continua o mesmo, apenas remasterizado e pronto para ser relançado todos os dias e em todas as igrejas do mundo.
Hoje nós atribuímos qualquer coisa que faça bem ao nosso ego à natureza divina, se não queremos algo dizemos "Deus não se agrada disso"; se queremos fazer algo dizemos "isso aí é de Deus" e assim por diante, até chegarmos ao nível máximo de profetas do ego. Profetizamos o que queremos em nome de Jesus; dizemos que Deus vai curar quando Ele não vai; dizemos que Deus vai abençoar quando Ele não vai; dizemos que as coisas vão acontecer, quando não vão e vivemos dizendo "Deus isso, Deus aquilo" quando na verdade o que queremos é que seja feita a nossa vontade, e damos uma conotação mais espiritual para parecer digno o suficiente. Fazemos de Jesus nossa varinha mágica, usando o nome dEle para fazer a nossa vontade.
Se atribuir ao diabo a obra de Deus é blasfêmia, será que atribuir a Deus as nossas vontades não é blasfêmia também? Sendo tal coisa uma blasfêmia, não seria imperdoável? Enfim, melhor ponderar o que se fala antes de correr o risco!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
A visita de um cristão
Há alguns anos atrás, devido a alguns problemas, comecei a ter atitudes consideradas não cristãs para muitas pessoas. Eu estava triste com Deus na ocasião e as coisas “não-gospel” começaram a me atrair. Resolvi fazer tudo o que eu tinha vontade e que não tinha feito antes da minha conversão.
De certa forma, nós como pessoas religiosas e defensoras dos bons costumes, temos em nosso íntimo certo preconceito com coisas não provenientes do meio eclesiástico e, durante esse período me interessei por cultura considerada secular por “nós evangélicos”. Livros, CDs e o que mais me interessasse. Rolava de tudo um pouco nas minhas coisas.
Tudo ia bem até que um cristão resolveu me visitar, esse cara era um grande amigo e era também meu líder. Porém eu não queria que ele ficasse pesando na minha, eu sentia vergonha por ter “naufragado na fé”, então resolvi tirar de vista tudo que poderia ser usado para me condenar. Depois de um tempo os livros e os CDs mal poderiam ser encontrados por mim, quanto mais por um visitante, mas o medo de ser confrontado era tanto que escondi tudo o máximo que pude.
Cara, é muito engraçado isso (ou não tão engraçado assim), mas embora hoje eu esteja de volta, “firme e forte” na igreja eu continuo vendo em mim e em muitas pessoas esse mesmo tipo de comportamento. As pessoas vão fazendo o que querem sem se preocupar, mas no menor sinal de confronto escondem tudo direitinho, e quando os visitantes chegam não percebem o tanto que tem do “mundo” dentro das pessoas.
Sinceramente eu preferia esconder CDs e livros a esconder sentimentos e pensamentos, o material é muito mais fácil de esconder.
O mais importante disso tudo é que o cristão que me visitou me disse que tinha vindo simplesmente porque se importava comigo e não iria ficar pesando no que era certo ou errado. Talvez falte isso em nós, sermos transparentes sem medo de sermos reprovados por aqueles a quem queremos impressionar. A bíblia fala sobre transparência e isso é realmente algo redentor, experimente você também. Be yourself and be free!
De certa forma, nós como pessoas religiosas e defensoras dos bons costumes, temos em nosso íntimo certo preconceito com coisas não provenientes do meio eclesiástico e, durante esse período me interessei por cultura considerada secular por “nós evangélicos”. Livros, CDs e o que mais me interessasse. Rolava de tudo um pouco nas minhas coisas.
Tudo ia bem até que um cristão resolveu me visitar, esse cara era um grande amigo e era também meu líder. Porém eu não queria que ele ficasse pesando na minha, eu sentia vergonha por ter “naufragado na fé”, então resolvi tirar de vista tudo que poderia ser usado para me condenar. Depois de um tempo os livros e os CDs mal poderiam ser encontrados por mim, quanto mais por um visitante, mas o medo de ser confrontado era tanto que escondi tudo o máximo que pude.
Cara, é muito engraçado isso (ou não tão engraçado assim), mas embora hoje eu esteja de volta, “firme e forte” na igreja eu continuo vendo em mim e em muitas pessoas esse mesmo tipo de comportamento. As pessoas vão fazendo o que querem sem se preocupar, mas no menor sinal de confronto escondem tudo direitinho, e quando os visitantes chegam não percebem o tanto que tem do “mundo” dentro das pessoas.
Sinceramente eu preferia esconder CDs e livros a esconder sentimentos e pensamentos, o material é muito mais fácil de esconder.
O mais importante disso tudo é que o cristão que me visitou me disse que tinha vindo simplesmente porque se importava comigo e não iria ficar pesando no que era certo ou errado. Talvez falte isso em nós, sermos transparentes sem medo de sermos reprovados por aqueles a quem queremos impressionar. A bíblia fala sobre transparência e isso é realmente algo redentor, experimente você também. Be yourself and be free!
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